Os museus, ao longo dos anos auxiliam na preservação da memória e são ambientes que proporcionam o acesso a cultura e a informação. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) trouxeram a possibilidade de encurtar as distâncias e transformar a informação em algo mais próximo de todos, e este fato também influenciou os museus, mais precisamente com o surgimento dos museus virtuais, que podem ser definidos como:
[...]uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais compostos de variados suportes que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, possibilita-lhe transcender métodos tradicionais de comunicar e interagir com visitantes...; não há lugar ou espaço físico, seus objetos e as informações relacionadas podem ser disseminados em todo o mundo ( ANDREWS; SCHWEIBENZ apud CARVALHO, 2008, p. 84 )
Os web museus possibilitam em apenas 1 clique a visitação de museus presentes do outro lado do mundo, conhecer obras e também novas culturas. Segundo Oliveira (2002, p.140)
Os museus virtuais, sobretudo aqueles criados sem interface da instituição tradicional, deram aval à criação e informação de histórias de qualquer personagem, de objetos artísticos (de artistas renomados e iniciantes) e não-artísticos (de artistas, iniciantes e leigos), poemas e debates, tudo que compõe os acervos digitais, quebrando as barreiras do tempo-espaço, dos horários de visita,da comunidade local, do silêncio e mostrando textos que partem das mais simples pessoas de um lugar qualquer.
A experiência de visitar estes ambientes, que em alguns casos existem apenas virtualmente é riquíssima. Os recursos mais utilizados nos web museus visitados para a realização da atividade proposta foram: tour virtual, zoom das obras, descrição das obras e pesquisa no acervo.
Os museus virtuais apresentam algumas vantagens e desvantagens. As vantagens dos web museus são muitas: é possível ver detalhes que numa visita presencial nem sempre é possível, existe a possibilidade de realizar a visita ao próprio gosto escolhendo quais salas visitar, selecionar as obras de determinado autor. As desvantagens talvez seja não estar presente no local, e não sentir a “vibração cultural” presente no ambiente. Porém, Oliveira (2007, p.150) nos reporta ao fato que “[. . .] esse novo museu, que está no ciberespaço, o virtual, prescinde do espaço físico onde estão as “coisas” que devem ser vistas”.
Oliveira (2002, p. 143 adaptado) compara os três gêneros de museus
| Museus tradicionais | Museus Comunitários | Museus virtuais locais |
| Restrições nos horários | Restrições de horários e nem sempre disponível para o público distante | Sem restrições de horários |
| Coleções particulares, não-fixas quando há exposição itinerante | Coleções de uma comunidade local | Não há coleções particulares, mas histórias e objetos compartilhados por pessoas comuns e famosas |
| Modelos tradicionais de aquisição: compra, troca, comodato, arremate, prospecção | O acervo é basicamente fotográfico e fonográfico, coletado da própria comunidade | Textos e imagens por e-mails ou correios tradicionais. |
Fonte: OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, jul/dez 2002. p 133-147
Deste comparativo gostaria de destacar a questão os horários, que são uma grande vantagem dos museus virtuais em relação aos museus tradicionais. Como fonte de informação, os museus virtuais são fontes confiáveis e de extrema relevância.
A experiência de visitar museus virtuais possibilitou o melhor entendimento a respeito deste “tipo” de museu e proporcionou subsídios para a aprendizagem.
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Revista Eletrônica do Programa de Pós- Graduação em Museologia e Patrimônio PPG – PMUS, v. 1, n.1, p. 83-93, jul/dez, 2008. Disponível em:< http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/article/viewFile/8/4 >. Acesso em: 05 dez. 2011
OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, p. 133-147, jul/dez 2002.
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