7 de dezembro de 2011

Web Museus


Os museus, ao longo dos anos auxiliam na preservação da memória e são ambientes que proporcionam o acesso a cultura e a informação. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) trouxeram a possibilidade de encurtar as distâncias e transformar a informação em algo mais próximo de todos, e este fato também influenciou os museus, mais precisamente com o surgimento dos museus virtuais, que podem ser definidos como:

[...]uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais compostos de variados suportes que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, possibilita-lhe transcender métodos tradicionais de comunicar e interagir com visitantes...; não há lugar ou espaço físico, seus objetos e as informações relacionadas podem ser disseminados em todo o mundo ( ANDREWS; SCHWEIBENZ apud  CARVALHO, 2008, p. 84 )


Os web museus possibilitam em apenas 1 clique a visitação de museus presentes do outro lado do mundo, conhecer obras e também novas culturas. Segundo Oliveira (2002, p.140)

Os museus virtuais, sobretudo aqueles criados sem interface da instituição tradicional, deram aval à criação e informação de histórias de qualquer personagem, de objetos artísticos (de artistas renomados e iniciantes) e não-artísticos (de artistas, iniciantes e leigos), poemas e debates, tudo que compõe os acervos digitais, quebrando as barreiras do tempo-espaço, dos horários de visita,da comunidade local, do silêncio e mostrando textos que partem das mais simples pessoas de um lugar qualquer.

 A experiência de visitar estes ambientes, que em alguns casos existem apenas virtualmente é riquíssima. Os recursos mais utilizados nos web museus visitados para a realização da atividade proposta foram: tour virtual, zoom das obras, descrição das obras e pesquisa no acervo.
Os museus virtuais apresentam algumas vantagens e desvantagens. As vantagens dos web museus são muitas: é possível ver detalhes que numa visita presencial nem sempre é possível, existe a possibilidade de realizar a visita ao próprio gosto escolhendo quais salas visitar, selecionar as obras de determinado autor.  As desvantagens talvez seja não estar presente no local, e não sentir a “vibração cultural” presente no ambiente. Porém, Oliveira (2007, p.150)  nos reporta ao fato que “[. . .] esse novo museu, que está no ciberespaço, o virtual, prescinde do espaço físico onde estão as “coisas” que devem ser vistas”.



Oliveira (2002, p. 143 adaptado) compara os três gêneros de museus

Museus tradicionais
Museus Comunitários
Museus virtuais locais
Restrições nos horários
Restrições de horários e nem sempre disponível para o público distante
Sem restrições de horários
Coleções particulares, não-fixas quando há exposição itinerante
Coleções de uma comunidade local
Não há coleções particulares, mas histórias e objetos compartilhados por pessoas comuns e famosas
Modelos tradicionais de aquisição: compra, troca, comodato, arremate, prospecção
O acervo é basicamente fotográfico e fonográfico, coletado da própria comunidade
Textos e imagens por e-mails ou correios tradicionais.
Fonte: OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, jul/dez 2002. p 133-147



Deste comparativo gostaria de destacar a questão os horários, que são uma grande vantagem dos museus virtuais em relação aos museus tradicionais. Como fonte de informação, os museus virtuais são fontes confiáveis e de extrema relevância.
 A experiência de visitar museus virtuais possibilitou o melhor entendimento a respeito deste “tipo” de museu e proporcionou subsídios para a aprendizagem.


REFERÊNCIAS

CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Revista Eletrônica do Programa de Pós- Graduação em Museologia e Patrimônio PPG – PMUS, v. 1, n.1, p. 83-93, jul/dez, 2008. Disponível em:< http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/article/viewFile/8/4 >. Acesso em: 05 dez. 2011

OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, p. 133-147, jul/dez 2002.

OLIVEIRA, José Cláudio. O museu digital: uma metáfora do concreto ao digital. Comunicação e Sociedade, v. 12, p. 147 – 161, 2007.

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