Site Jornal do Empreendedor - 242 livros grátis sobre web 2.0 e mídias sociais
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Blog que abordará temas pertinentes a disciplina BIB3228 Informação em Mídias Digitais.
25 de dezembro de 2011
11 de dezembro de 2011
Informação na mídia digital
Durante o decorrer deste semestre foram abordados diversos temas referentes às mídias digitais, sua relação com os indivíduos e também a sua importância como fonte de informação. Percebe-se que a informação está interligada numa grande rede e que informação nas mídias digitais participativas e interativas está presente na sociedade. Todas as mídias atualmente estão de certa forma interligadas. A partir deste mote surge a convergência das mídias. Mas primeiramente é necessário definir o que é convergência. Jenkins (2009, p.377)
Palavra que define mudanças tecnológicas, industriais, culturais e sociais no modo como as mídias circulam em nossa cultura.[...] talvez, num conceito mais amplo, a convergência se refira a uma situação em que múltiplos sistemas de mídia coexistem e em que o conteúdo passa por eles fluidamente[. . .]
Já Pellanda (2003, p.8) define convergência como:
A convergência é um processo intrínseco ao conceito de comunicação em rede. Vários interesses convergem na Internet, pessoas encontram outras pessoas com as quais possuem afinidade, empresas se conectam com outras empresas que complementem seus modelos de negócios.
Esta convergência segundo Jenkins (2009) não ocorre por meio de aparelhos, mas dentro do cérebro dos consumidores, pois ninguém sabe tudo, porém cada um sabe um pouco e juntos é possível associar-se dos recursos e unir as habilidades. Daí entra a questão da inteligência coletiva, de Pierre Levy.
Somos todos consumidores e produtores e podemos trabalhar isto em conjunto. A economia vem se modificando em razão da convergência das mídias e em toda a mudança que isso resulta na sociedade.
A convergência das mídias trouxe mudanças para sociedade, pois esta se tornou mais participativa, pois através da tecnologia os indivíduos podem construir sua própria rede e interagir uns com os outros e as mídias digitais se complementam umas as outras. Mesquita (1999) define que convergência das mídias é interação das mídias de forma que a informação esteja disponível a todos e em todos os lugares em suporte digital onde seja possível interagir com a própria informação.
Os blogs, microblogs, web museus, redes sociais, repositórios de vídeos dentre todos os assuntos que foram abordados neste blog fazem parte da chamada cultura da convergência. E a sua utilização pode possibilitar sim a melhor circulação, busca e recuperação da informação, pois possibilitam a construção, interação e a participação desta informação com o uso das tecnologias.
REFERÊNCIAS
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
MESQUITA, J. A convergência das mídias: do mass ao self media. 1999. Disponível em: < http://www.citi.pt/estudos_multi/joao_mesquita/index.html>. Acesso em: 11 dez. 2011.
PELLANDA, Eduardo Campos. . Convergência de mídias potencializada pela mobilidade e um novo processo de pensamento. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26., 2003, Belo Horizonte. Anais... . Belo Horizonte: Intercom, 2003. p. 1 - 11. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2003/www/pdf/2003_NP08_pellanda.pdf>. Acesso em: 11 dez. 2011.
7 de dezembro de 2011
Web Museus
Os museus, ao longo dos anos auxiliam na preservação da memória e são ambientes que proporcionam o acesso a cultura e a informação. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) trouxeram a possibilidade de encurtar as distâncias e transformar a informação em algo mais próximo de todos, e este fato também influenciou os museus, mais precisamente com o surgimento dos museus virtuais, que podem ser definidos como:
[...]uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais compostos de variados suportes que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, possibilita-lhe transcender métodos tradicionais de comunicar e interagir com visitantes...; não há lugar ou espaço físico, seus objetos e as informações relacionadas podem ser disseminados em todo o mundo ( ANDREWS; SCHWEIBENZ apud CARVALHO, 2008, p. 84 )
Os web museus possibilitam em apenas 1 clique a visitação de museus presentes do outro lado do mundo, conhecer obras e também novas culturas. Segundo Oliveira (2002, p.140)
Os museus virtuais, sobretudo aqueles criados sem interface da instituição tradicional, deram aval à criação e informação de histórias de qualquer personagem, de objetos artísticos (de artistas renomados e iniciantes) e não-artísticos (de artistas, iniciantes e leigos), poemas e debates, tudo que compõe os acervos digitais, quebrando as barreiras do tempo-espaço, dos horários de visita,da comunidade local, do silêncio e mostrando textos que partem das mais simples pessoas de um lugar qualquer.
A experiência de visitar estes ambientes, que em alguns casos existem apenas virtualmente é riquíssima. Os recursos mais utilizados nos web museus visitados para a realização da atividade proposta foram: tour virtual, zoom das obras, descrição das obras e pesquisa no acervo.
Os museus virtuais apresentam algumas vantagens e desvantagens. As vantagens dos web museus são muitas: é possível ver detalhes que numa visita presencial nem sempre é possível, existe a possibilidade de realizar a visita ao próprio gosto escolhendo quais salas visitar, selecionar as obras de determinado autor. As desvantagens talvez seja não estar presente no local, e não sentir a “vibração cultural” presente no ambiente. Porém, Oliveira (2007, p.150) nos reporta ao fato que “[. . .] esse novo museu, que está no ciberespaço, o virtual, prescinde do espaço físico onde estão as “coisas” que devem ser vistas”.
Oliveira (2002, p. 143 adaptado) compara os três gêneros de museus
| Museus tradicionais | Museus Comunitários | Museus virtuais locais |
| Restrições nos horários | Restrições de horários e nem sempre disponível para o público distante | Sem restrições de horários |
| Coleções particulares, não-fixas quando há exposição itinerante | Coleções de uma comunidade local | Não há coleções particulares, mas histórias e objetos compartilhados por pessoas comuns e famosas |
| Modelos tradicionais de aquisição: compra, troca, comodato, arremate, prospecção | O acervo é basicamente fotográfico e fonográfico, coletado da própria comunidade | Textos e imagens por e-mails ou correios tradicionais. |
Fonte: OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, jul/dez 2002. p 133-147
Deste comparativo gostaria de destacar a questão os horários, que são uma grande vantagem dos museus virtuais em relação aos museus tradicionais. Como fonte de informação, os museus virtuais são fontes confiáveis e de extrema relevância.
A experiência de visitar museus virtuais possibilitou o melhor entendimento a respeito deste “tipo” de museu e proporcionou subsídios para a aprendizagem.
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Revista Eletrônica do Programa de Pós- Graduação em Museologia e Patrimônio PPG – PMUS, v. 1, n.1, p. 83-93, jul/dez, 2008. Disponível em:< http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/article/viewFile/8/4 >. Acesso em: 05 dez. 2011
OLIVEIRA, José Cláudio. Democracia da informação: os museus virtuais totais. Diálogos Possíveis, ano 1, nº 0, p. 133-147, jul/dez 2002.
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