19 de novembro de 2011

E-book

O e-book é um livro em formato eletrônico que pode ser acessado mediante download para o computador (BENICÍO E SILVA, 2005). Esta modalidade de livro eletrônico possibilita facilidades para o usuário principalmente em formas de acesso. A partir da disseminação do livro eletrônico surgiram muitas discussões comparando-o ao livro impresso.
Dziekaniak (2010) reflete a respeito das vantagens e desvantagens do e-book. Como vantagem destaca a possibilidade de busca de palavras-chaves no texto, o acesso a obras raras disponíveis na rede e a possibilidade de venda de apenas um capítulo por parte das editoras. Como desvantagens a principal é quanto a dificuldade de leitura na tela. Bufrem (2009, p.310) também destaca outras desvantagens:

As desvantagens do livro eletrônico, de um modo geral, estão relacionadas à tecnologia a ser dominada, tanto por parte de produtores quanto de consumidores, além do fato de que o livro eletrônico consome mais energia que um livro convencional, pois precisa de eletricidade, de uma linha telefônica e bateria para o caso de utilizar as leitoras portáteis


O fato é que com a presença do livro eletrônico, existe mais uma forma de disponibilizar a informação. Nas bibliotecas, o e-book pode ser acessado diretamente do catálogo da biblioteca. Os bibliotecários precisam pensar nesta modalidade de fonte de informação, adaptar as suas políticas de desenvolvimento de coleções a este tipo de material e valer-se dos livros eletrônicos para atender as necessidades informacionais dos seus usuários.
Além disso, outro viés surge com os e-books: a modificação do mercado editorial. Dziekaniak ( 2010, p. 87-88)


[...] os valores da publicação em formato eletrônico desbancam os valores da publicação impressa. Um editor tradicional, para lançar três mil exemplares, gasta aproximadamente 10 mil reais. No sistema eletrônico a obra é digitalizada uma única vez, ao custo de cerca de 100 reais. Se vender 10 livros ou 10 mil, os custos serão os mesmos. [. . .] Ademais, não existe o risco de encalhe, nem de esgotamento da obra, o que barateia o custo final.

O mercado editorial poderia, portanto publicar muito mais, tendo um custo menor. Todos estes fatos devem ser analisados tanto pelo mercado editorial como pelos consumidores. Os bibliotecários também precisam estar atentos, pois, muitas vezes são os responsáveis em gerir os recursos financeiros, podendo, portanto, ter como alternativa a compra de livros eletrônicos.



REFERÊNCIAS


BENICÍO, Chirstine Dantas; SILVA, Alzira Karla Araújo da. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na biblioteca eletrônica. Biblioonline, Paraíba, v. 1, n.2, p.1-14, 2005.. Disponível em:< http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/handle/123456789/168 >. Acesso em: 17 nov. 2011

BUFREM, Leilah Santiago; SORRIBAS, Tidra Viana. Práticas de leitura em meio eletrônico. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v. 11, n. 1, p. 298-326, dez. 2009. Disponível em:< http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/viewArticle/2038 >. Acesso em: 19 nov. 2011.

DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos. Considerações sobre o e - book:do hipertexto à preservação digital. Biblos - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande, v. 24, n. 2, p. 83-99, 2010. Disponível em:< http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/biblos/article/view/1899 >. Acesso em: 19 nov. 2011.

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