21 de novembro de 2011

Redes sociais e Comunidades Virtuais

Com o advento da internet a forma de comunicação e socialização entre os indivíduos ganhou novas perspectivas. É possível interagir com pessoas em diversas partes do mundo a partir das redes sociais. Ferreira ( 2011, p.213) define rede social como:

;[. . .] rede social é uma estrutura social composta por indivíduos, organizações, associações, empresas ou outras entidades sociais, designadas por atores, que estão conectadas por um ou vários tipos de relações que podem ser de amizade, familiares, comerciais, sexuais etc. Nessas relações, os atores sociais desencadeiam os movimentos e fluxos sociais, através dos quais partilham crenças,informação, poder, conhecimento, prestígio etc.


 As redes sociais são utilizadas para manter ou fazer novas amizades e também como ferramenta para busca de trabalho.  Corroborando, Carpes (2011, p. 199) salienta que as “ [. . .] redes sociais surgiram e de certa forma modificaram algumas formas de relacionamento”.
O compartilhamento de informação e a construção de conhecimento também modificaram com o surgimento das redes sociais. No caso das redes de relacionamento, e tomando como exemplo o Facebook, é possível compartilhar informações com milhares de participantes da rede em pouco tempo.
As redes sociais transformaram a comunicação entre empresas e clientes. Os sites de empresas públicas e privadas usualmente disponibilizam ao usuário um link para as páginas das redes sociais, onde o cliente poderá interagir e compartilhar informações.
As redes sociais também servem como ferramenta de compartilhamento entre profissionais, onde estes podem se relacionar entre si, divulgando seu trabalho e também formando novas parcerias de trabalho.
As comunidades virtuais reúnem pessoas com interesses em comum, que interagem entre si. Luvizotto e Vidotti( 2010, p. 81)  atenta para o papel das comunidades virtuais:

Para que, de fato, as comunidades virtuais exerçam seu papel, é necessário que as relações de colaboração e cooperação sejam desenvolvidas em ambientes democráticos respeitando a participação de todos, compartilhando valores, crenças e utilizando regras estabelecidas em comum acordo com os membros do grupo.


No ambiente virtual e democrático ficam estabelecidas as comunidades virtuais com as mais variadas temáticas que de certa forma identificam e unem os participantes que compartilham entre si informações de interesse comum. Nas comunidades virtuais a socialização e a cooperação são alguns dos inúmeros benefícios para os participantes.


REFERÊNCIAS

CARPES , Gyance. As redes: evolução, tipos e papel na sociedade contemporânea. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 16, n. 1, p. 199-206, 2011. Disponível em:< http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/743 >. Acesso em 21 nov. 2011.

FERREIRA, Gonçalo Costa. Redes sociais de informação: uma história e um estudo de caso. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 3, p. 208-231, 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/pci/v16n3/13.pdf >. Acesso em:  21 nov. 2011.

LUVIZOTTO,Caroline Kraus; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório. Redes sociais e comunidades virtuais para a preservação e transmissão das tradições gaúchas na internet. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 20, n. 2, p. 77-88, maio/ago. 2010. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/6962>. Acesso em: 21 nov. 2011.

19 de novembro de 2011

E-book

O e-book é um livro em formato eletrônico que pode ser acessado mediante download para o computador (BENICÍO E SILVA, 2005). Esta modalidade de livro eletrônico possibilita facilidades para o usuário principalmente em formas de acesso. A partir da disseminação do livro eletrônico surgiram muitas discussões comparando-o ao livro impresso.
Dziekaniak (2010) reflete a respeito das vantagens e desvantagens do e-book. Como vantagem destaca a possibilidade de busca de palavras-chaves no texto, o acesso a obras raras disponíveis na rede e a possibilidade de venda de apenas um capítulo por parte das editoras. Como desvantagens a principal é quanto a dificuldade de leitura na tela. Bufrem (2009, p.310) também destaca outras desvantagens:

As desvantagens do livro eletrônico, de um modo geral, estão relacionadas à tecnologia a ser dominada, tanto por parte de produtores quanto de consumidores, além do fato de que o livro eletrônico consome mais energia que um livro convencional, pois precisa de eletricidade, de uma linha telefônica e bateria para o caso de utilizar as leitoras portáteis


O fato é que com a presença do livro eletrônico, existe mais uma forma de disponibilizar a informação. Nas bibliotecas, o e-book pode ser acessado diretamente do catálogo da biblioteca. Os bibliotecários precisam pensar nesta modalidade de fonte de informação, adaptar as suas políticas de desenvolvimento de coleções a este tipo de material e valer-se dos livros eletrônicos para atender as necessidades informacionais dos seus usuários.
Além disso, outro viés surge com os e-books: a modificação do mercado editorial. Dziekaniak ( 2010, p. 87-88)


[...] os valores da publicação em formato eletrônico desbancam os valores da publicação impressa. Um editor tradicional, para lançar três mil exemplares, gasta aproximadamente 10 mil reais. No sistema eletrônico a obra é digitalizada uma única vez, ao custo de cerca de 100 reais. Se vender 10 livros ou 10 mil, os custos serão os mesmos. [. . .] Ademais, não existe o risco de encalhe, nem de esgotamento da obra, o que barateia o custo final.

O mercado editorial poderia, portanto publicar muito mais, tendo um custo menor. Todos estes fatos devem ser analisados tanto pelo mercado editorial como pelos consumidores. Os bibliotecários também precisam estar atentos, pois, muitas vezes são os responsáveis em gerir os recursos financeiros, podendo, portanto, ter como alternativa a compra de livros eletrônicos.



REFERÊNCIAS


BENICÍO, Chirstine Dantas; SILVA, Alzira Karla Araújo da. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na biblioteca eletrônica. Biblioonline, Paraíba, v. 1, n.2, p.1-14, 2005.. Disponível em:< http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/handle/123456789/168 >. Acesso em: 17 nov. 2011

BUFREM, Leilah Santiago; SORRIBAS, Tidra Viana. Práticas de leitura em meio eletrônico. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v. 11, n. 1, p. 298-326, dez. 2009. Disponível em:< http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/viewArticle/2038 >. Acesso em: 19 nov. 2011.

DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos. Considerações sobre o e - book:do hipertexto à preservação digital. Biblos - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande, v. 24, n. 2, p. 83-99, 2010. Disponível em:< http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/biblos/article/view/1899 >. Acesso em: 19 nov. 2011.