Os canais de informação participam ativamente das transformações e descobertas que acontecem no mundo e são influenciadas significadamente por estas. De tempos em tempos a forma de divulgar as informações se modifica, porém tecnicamente não extingue as já existentes. O jornal impresso, o rádio e a televisão continuam existindo com o surgimento e disseminação da internet e do jornalismo eletrônico que modificou a forma de se fazer jornalismo. Arnt (2002 p.10) afirma que “quanto à função de informação, a internet oferece a exposição de todos os acontecimentos ocorridos no mundo, em tempo real ou no tempo do leitor/navegador”, ou seja, tornou o processo muito mais ágil. Alves (2006 p.95) comenta a diferença entre os meios tradicionais de comunicação e a web:
[. . .]a web oferece um grau de interatividade que também nos era desconhecido. Trata-se de um meio ativo, que requer constante interação com seus usuários, contrastando com a relativa passividade que marca a relação do telespectador, ouvinte ou leitor com os meios tradicionais.
Os jornais impressos estão perdendo mercado para o jornais eletrônicos e um dos grandes motivos é a possibilidade de inserir notícias em tempo real, que se distingue do jornal impresso que necessita de um fechamento de edição, para posterior reprodução e divulgação de notícias. Esta é sem dúvida a principal causa que está levando os grandes jornais a publicarem a versão eletrônica. Esta versão eletrônica na íntegra usualmente não é disponibilizada gratuitamente na internet e sim somente para assinantes, assim como também existem jornais que estão disponíveis exclusivamente em meio eletrônico.
Mielniczuck (2001) exemplifica as três fases do jornalismo eletrônico: a primeira onde não passava da transposição de algumas matérias atualizado a cada 24 horas de acordo com o impresso, na segunda fase ainda que uma cópia on-line do conteúdo impresso eram adicionados os links para outras notícias que ficavam entre duas edições impressas. E finalmente, surgiram os jornais destinados a web.
Quando relacionamos este assunto no âmbito das Ciências da Informação e dos profissionais que atuam nestas áreas, se faz necessário refletir a respeito destas mudanças e de como elas influenciaram no trabalho destes profissionais. No caso do bibliotecário cabe a ele administrar as seguintes questões: devo manter a assinatura impressa concomitante com a eletrônica? Qual formato será mais adequado? Preciso armazenar estas publicações? De que forma? Qual a necessidade dos usuários?
Estas perguntas podem ser respondidas através de um estudo de usuários que apontará quais são os desejos dos usuários associados posteriormente a uma política de desenvolvimento de coleções que determinará como será feita a aquisição deste tipo de material e em qual ou quais formatos. Portanto, fica claro que os profissionais da informação precisam estar atentos e acompanhar o desenvolvimento dos canais de informação, visto que seu principal objeto de trabalho é a informação.
REFERÊNCIAS
ALVES, Rosental Calmon. Jornalismo digital: dez anos de web...e a revolução continua.
Comunicação e Sociedade, [ S.l ] , v.9 – 10 , 2006, p.93 102. Disponível em: <http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_um/article/viewFile/4751/4465>. Acesso em: 24 out. 2011.
ARNT, Héris. Do jornal impresso ao digital: novas funções comunicacionais. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 25., 2002, Salvador. Anais...São Paulo: Intercom, 2002. Disponível em: <http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18681/1/2002_NP2ARNT.pdf>. Acesso em: 24 out. 2011.
MIELNICZUK, Luciana.Características e implicações do jornalismo na Web.Disponível em:< http://comunicaufma.webs.com/mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf>. Acesso
em: 24 out.2011.

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