31 de outubro de 2011

Quatro jornais e uma notícia: breve análise de conteúdo das reportagens

A notícia selecionada foi o diagnóstico de câncer recebido pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Os dois jornais nacionais escolhidos foram a Zero Hora e a Folha.com sendo que os jornais internacionais foram o Clarín e El País.
Os pontos em comum entre os 4 jornais escolhidos foram que o ex-presidente fará tratamento através de quimioterapia e que as chances de cura segundo a equipe médica do Hospital Sírio Libanês são grandes. Os dois jornais nacionais: Zero Hora on-line  e Folha .com foram mais sucintos na reportagem referindo-se apenas a notícia do diagnóstico, tratamento e possíveis causas. Já os jornais internacionais aprofundaram o assunto e fizeram um retrospecto histórico de presidentes ou ex-presidentes que foram acometidos pelo câncer.
O jornal El Clarín foi o que apresentou a maior quantidade de informação, inclusive a opinião de outro médico sobre o câncer, além das manifestações que estão ocorrendo em apoio ao ex-presidente através do twitter.
O Jornal Zero hora. com foi o único dentre os analisados que não trouxe na reportagem a informação de que o ex-presidente é ex-fumante e tem o hábito de fumar cigarrilhas, fato que pode ter sido a provável causa do câncer na laringe.
Os diferentes enfoques dados pelos jornais revelam que não podemos apenas consultar ou sugerir uma única fonte, pois podem ser omitidas informações que possam vir a ser importantes para os usuários que nos solicitam. Portanto, mais uma vez, o bibliotecário deve agir como mediador da informação promovendo o seu acesso sem restrição ou influências pessoais.
  
REFERÊNCIAS


ARIAS, Juan. El expresidente Lula será tratado de um cáncer de laringe según fuentes médicas. El Pais, Madrid, 30 out. 2011. Disponível em:< http://internacional.elpais.com/internacional/2011/10/29/actualidad/1319901376_467742.html >. Acesso em 30 out. 2011


LULA deixa hospital sírio-libanês e segue para São Bernardo. Zero Hora. com, Porto Alegre, 29 out. Disponível em< http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%EDtica&newsID=a3544749.htm> Acesso em: 29 out. 2011


A LULA le diagnosticaron cáncer de laringe y el lunes arranca com la quimioterapia. El Clarin, Buenos Aires, 29 out. 2011. Disponível em< http://www.clarin.com/mundo/Lula-internado-San-Pablo-diagnosticaron_0_581342073.html >. Acesso em: 29 out. 2011.

SCHREIBER, Mariana. Lula deixa hospital de SP após diagnóstico de câncer.. Folha. Com. São Paulo, 29 out. 2011. Disponível em:< http://www1.folha.uol.com.br/poder/998959-lula-deixa-hospital-em-sp-apos-diagnostico-de-cancer.shtml >. Acesso em:  29 out. 2011.

25 de outubro de 2011

JORNAIS DIGITAIS


Os canais de informação participam ativamente das transformações e descobertas que acontecem no mundo e são influenciadas significadamente por estas. De tempos em tempos a forma de divulgar as informações se modifica, porém tecnicamente não extingue as já existentes. O jornal impresso, o rádio e a televisão continuam existindo com o surgimento e disseminação da internet e do jornalismo eletrônico que modificou a forma de se fazer jornalismo. Arnt (2002 p.10) afirma que “quanto à função de informação, a internet oferece a exposição de todos os acontecimentos ocorridos no mundo, em tempo real ou no tempo do leitor/navegador”, ou seja, tornou o processo muito mais ágil. Alves (2006 p.95) comenta a diferença entre os meios tradicionais de comunicação e a web:

[. . .]a web oferece um grau de interatividade que também nos era desconhecido. Trata-se de um meio ativo, que requer constante interação com seus usuários, contrastando com a relativa passividade que marca a relação do telespectador, ouvinte ou leitor com os meios tradicionais.


Os jornais impressos estão perdendo mercado para o jornais eletrônicos e um dos grandes motivos é a possibilidade de inserir notícias em tempo real, que se distingue do jornal impresso que necessita de um fechamento de edição, para posterior reprodução e divulgação de notícias. Esta é sem dúvida a principal causa que está levando os grandes jornais a publicarem a versão eletrônica. Esta versão eletrônica na íntegra usualmente não é disponibilizada gratuitamente na internet e sim somente para assinantes, assim como também existem jornais que estão disponíveis exclusivamente em meio eletrônico.
Mielniczuck (2001) exemplifica as três fases do jornalismo eletrônico: a primeira onde não passava da transposição de algumas matérias atualizado a cada 24 horas de acordo com o impresso, na segunda fase ainda que uma cópia on-line do conteúdo impresso eram adicionados os links para outras notícias que ficavam entre duas edições impressas. E finalmente, surgiram os jornais destinados a web.
Quando relacionamos este assunto no  âmbito das Ciências da Informação e dos profissionais que atuam nestas áreas, se faz necessário refletir a respeito destas mudanças e de como elas influenciaram no trabalho destes profissionais. No caso do bibliotecário cabe a ele administrar as seguintes questões: devo manter a assinatura impressa concomitante com a eletrônica? Qual formato será mais adequado? Preciso armazenar estas publicações? De que forma? Qual a necessidade dos usuários?
Estas perguntas podem ser respondidas através de um estudo de usuários que apontará quais são os desejos dos usuários  associados posteriormente a uma política de desenvolvimento de coleções que determinará como será feita a aquisição deste tipo de material e em qual ou quais formatos. Portanto, fica claro que os profissionais da informação precisam estar atentos e acompanhar o desenvolvimento dos canais de informação, visto que seu principal objeto de trabalho é a informação.



REFERÊNCIAS


ALVES, Rosental Calmon. Jornalismo digital: dez anos de web...e a revolução continua.
Comunicação e Sociedade, [ S.l ] , v.9 – 10 , 2006, p.93 102. Disponível em: <http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_um/article/viewFile/4751/4465>. Acesso em: 24 out. 2011.


ARNT, Héris. Do jornal impresso ao digital: novas funções comunicacionais. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 25., 2002, Salvador. Anais...São Paulo: Intercom, 2002. Disponível em: <http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18681/1/2002_NP2ARNT.pdf>. Acesso em: 24 out. 2011.


MIELNICZUK, Luciana.Características e implicações do jornalismo na Web.Disponível em:< http://comunicaufma.webs.com/mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf>. Acesso
em: 24 out.2011.

22 de outubro de 2011

Repositórios de vídeos

Os repositórios existem para armazenar digitalmente conteúdos produzidos e podem ser temáticos ou institucionais. Os repositórios visam o gerenciamento e o acesso que pode ser aberto ou não, a determinados objetos digitais, conforme definem Silva, Café e Catapan ( 2010, p.101) :
                                                         
Um repositório é um sistema de armazenamento de objetos digitais, visando a sua manutenção, a seu gerenciamento e provimento de acesso apropriado. Os repositórios digitais dividem-se em temáticos e institucionais.

No Ensino Superior tem sido utilizado como forma de divulgar e promover a produção acadêmica da instituição e são classificados como repositórios institucionais. Leite (2009, p.21) o define:

[. . .]repositório institucional consiste em um conjunto de serviços que a universidade oferece para os membros da sua comunidade com vistas ao gerenciamento e disseminação do material digital criado pela instituição e pelos seus membros.


Os repositórios institucionais se diferenciam dos repositórios comuns pelas características de armazenar exclusivamente conteúdos produzidos por determinada instituição tem caráter cumulativo e permanente e são de cunho acadêmico e científico. Vargas (2009, p.23) destaca alguns objetivos dos repositórios institucionais:

Os objetivos dos Ris variam conforme o desenvolvimento e as necessidades de cada universidade e devem ser estabelecidos durante o planejamento do repositório. Tais objetivos pretendem capturar os desejos que cada instituição tem ao implantar um repositório. Dentre os objetivos mais comuns estão: aumentar a visibilidade e o prestígio da universidade, aumentar o impacto dos resultados da pesquisa, preservar a produção intelectual da instituição, possibilitar acesso à produção cientifica da universidade.

Os repositórios de vídeo acadêmicos possibilitam o acesso a materiais de conteúdo confiável e relevante podendo ser utilizados como fonte de informação. Dentre estes repositórios estão o Zappiens (http://zappiens.br/portal/visualizarTexto.jsp?midia=quemsomos) que é um projeto experimental criado pela USP, Arquivo Nacional, Rede Nacional de ensino e pesquisa e Fundação para a Computação Cientifica Nacional (Portugal) baseado na iniciativa dos arquivos abertos (OAI), o  Pesquisa FAPESP(http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=6037&bd=2&pg=1&lg=) disponibiliza desde 2009 a divulgação de vídeos científicos produzidos pela própria revista e vídeos de universidades e demais instituições de ensino e pesquisa, o Academic Earth (http://academicearth.org/) foi lançado também em 2009 e oferece vídeos de aulas ministradas em diversas universidades abrangendo assuntos multidisciplinares e o Dnatube repositório de vídeos científicos (http://www.dnatube.com/) voltado para área de biologia, química/ bioquímica.


REFERÊNCIAS

LEITE, Fernando César Lima.  Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBCT, 2009.

SILVA, Edna Lúcia da; CAFÉ, Lígia; CATAPAN, Araci Hack. Os objetos educacionais, os metadados e os repositórios na sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 39, n.3, p. 93 -104,  set/dez., 2010.

VARGAS, Graziela Mônaco. Repositórios institucionais em universidades: estudo de relato de casos. 2009, 82 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação), UFRGS. Porto Alegre, 2009. Disponível em: < http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22714/000740403.pdf?sequence=1>. Acesso em 22 out. 2011.





12 de outubro de 2011

Vídeo

O vídeo é uma fonte de informação que está cada vez mais presente no processo de aprendizagem. Segundo Eggert e Martins (1996): “a imagem é um instrumento de mensagem persuasivo com alto poder de penetração nas diferentes atividades neste final de século”.
O vídeo também pode ser utilizado como entretenimento, treinamentos de colaboradores, registros pessoais e institucionais. A partir da exibição de um vídeo é possível proporcionar ao expectador a construção do conhecimento de maneira ímpar. Moran (1995, p.), exemplifica as características peculiares do vídeo:

O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele -nos toca e "tocamos" os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos.


Ao assistir a um vídeo cada indivíduo faz a sua própria leitura, apesar do conteúdo ser o mesmo para todos os expectadores. Uma imagem, o som que acompanha uma informação nova, todos estes elementos contribuem para a interpretação única que cada indivíduo faz do que acabou de assistir.
Além disso, o vídeo possibilita o enriquecimento dos acervos e amplia o acesso dos usuários a este tipo de material. Vergueiro (2010, p. 37) exemplifica:

 [. . .] algumas áreas dos acervos são enriquecidas pela inclusão me materiais em vídeo. [. . .] gravações de partidas de futebol, em esportes; de peças teatrais ou versões cinematográficas de romances, em literatura; e de apresentações de orquestras ou óperas, na área de música”. Deste modo, o usuário terá ampliado seu acesso a materiais informacionais, complementando sua pesquisa (ou seu lazer) por intermédio de vários meios de comunicação.


 Com a internet, o acesso aos vídeos tornou-se mais facilitado, pois a partir de uma simples busca com palavras-chaves já é possível localizar inúmeros vídeos de nosso interesse. Outra facilidade da internet é proporcionar através o compartilhamento destes vídeos através das redes sociais acadêmicas. Sendo assim, o vídeo ocupa um lugar de destaque, como fonte de informação, pois possui qualidades ímpares e pode ser utilizado tanto através do acesso físico quanto no virtual.

REFERÊNCIAS

EGGERT, Gisela; MARTINS, Maria Emília Ganzarolli. Bibliotecário. Quem é? O que faz?, Revista ACB: biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.1, n.1, p.45-48, 1996. Disponível em: <http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/310/351>. Acesso em 12 out.2011.

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, p.27-35,1995.


VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. Brasília: Briquet de Lemos, 2010.

7 de outubro de 2011

Banco de imagens

Os bancos de imagens disponibilizam milhares de imagens sobre os mais variados assuntos e podem ser pagos ou gratuitos. Estes bancos podem ter o objetivo de prestação de serviço ou para preservar a memória de alguma instituição. Segundo Rodrigues (2011, p. 199)

[ . . .]conceitua-se um banco de imagens não como um simples software ou um simples site de fornecimento de imagens, mas como um serviço técnico de uma instituição, que seleciona, adquire, organiza, armazena e permite a recuperação de imagens fotográficas de acordo com políticas e princípios pré-estabelecidos. 

A Universidade Federal do Rio de Janeiro disponibiliza o banco de imagens da Superintendência Geral de Comunicação Social (SGCOMS/UFRJ) que reúne uma amostra do acervo de imagens da instituição. São mais de 50 mil fotos, em papel e arquivos digitais. Rodrigues ( 2011, p.199) identifica seis grandes categorias de bancos:

a)    bancos de imagens de bibliotecas;
b)    bancos de imagens de instituições de preservação e exposição de imagens;
c)    bancos de imagens de jornais;
d)    bancos de imagens de revistas;
e)    bancos de imagens de agências de imagens;
f)     bancos de imagens de agências de notícias e imagens

 Nem todas as imagens que são visualizadas nos mecanismos de busca, ou encontradas diretamente nos banco de imagens podem ser utilizadas, pois deve ser respeitada a lei de direito autoral e o copyright. Sabemos que em apenas dois cliques é possível encontrar incontáveis imagens, porém para utilizá-las é necessário conhecer a sua origem.
Freitas (2009, p.56) salienta que nas buscas em bancos de imagem:

 [. .]é possível fazer uma pesquisa que ajuda o usuário a restringir suas possibilidades. Geralmente, as fotografias são classificadas pela situação com a qual se relacionam e pelo tipo de sentimento transmitido. Podemos, por exemplo, realizar buscas usando palavras-chave tais como: homens e mulheres de negócios bem sucedidos [. . .]


 É imprescindível que seja citada a fonte da imagem, dados sobre o fotógrafo, a fim de dar créditos ao autor e também respeitar a lei. Sobre a utilização de imagens Castaño ( 2001, p.7) afirma

Dentro del grupo de imágenes sujetas a derechos,encontramos dos tipos de éstos. Por un lado tenemos los de propiedad y explotación, que son gestionados por los bancos de imágenes y de los cuales pagan loscorrespondientes royalties a los autores. Por otro, losderechos de imagen (“model release”), que quedanfuera de la competencia de las agencias, aunque es común que ofrezcan su asistencia para la tramitación. Elderecho de imagen, o a la privacidad se refiere al poder de las personas para evitar una no deseada publicidad de su vida privada. Esto explica que pueda ser necesaria una autorización previa cuando una imagen —en la que aparezcan no solamente personas sino también objetos, planos, edificios, etc.— se utilice para fines comerciales. Por el contrario, no existen limitaciones para el uso de la imagen de una persona con un perfil público para usos no comerciales: libros de historia, noticias, etc. Por encima de todo no puede darse
otro uso que el acordado en el contrato, siendo necesario un permiso expreso para su alteración.


Existem também como já mencionado anteriormente, os bancos de imagens gratuitos, sendo que alguns permitem download, com necessidade de cadastro prévio ou não, e em sua maioria as imagens não podem ser utilizadas para fins comerciais. Estes bancos são bastante úteis para ilustrar blogs, trabalhos acadêmicos dentre outros. Sendo assim,os usuários dos bancos de imagens, pagos ou gratuitos devem ficar atentos as regras de uso a fim de evitar a violação da lei de direito autoral.

REFERÊNCIAS:


CASTAÑO, Jesús E. Muñoz. Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes. El Profissional de la Información, Barcelona, v. 10, n. 3, p.4-18, 2001.


FREITAS, Gabriela Pereira de. Dos bancos de imagens às comunidades virtuais: configurações da linguagem fotográfica na internet. 2009. 197f. Dissertação (Mestrado) – Universidade de Brasília, Brasília, 2009. Disponível em:< http://hdl.handle.net/10482/4983>. Acesso em 07 out. 2011.

RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica:determinação, delimitação e direcionamento dos discursos da imagem fotográfica. 2011. 323 f. Tese (Doutorado) - Universidade de Brasília, Brasília, 2011. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10482/9228>. Acesso em: 07 out. 2011.