18 de setembro de 2011

Fotografia

A primeira fotografia surgiu em 1826 e desde estão está presente na sociedade representando um importante papel: registrar momentos. A maneira de registrar foi se modificando: câmara escura (precursora da fotografia), fotos preto e branco, fotos coloridas e as fotos digitais.  A partir do registro de uma imagem é possível conhecer as características temporais de cada época, como: tipos de vestimenta, arquitetura ou até mesmo comportamentos.
Cabe ressaltar que a imagem só existe devido à participação de um fotógrafo, e o olhar que este profissional tem sob a imagem é que definirá o enfoque da fotografia:

No momento da leitura da imagem para utilizá-la como fonte de informação é importante estar atento ao olhar do fotógrafo, pois ele terá influência direta na mensagem que será transmitida pela fotografia. Independente do caráter documental da fotografia, o fotógrafo age como um filtro cultural.(BRIGIDI, 2009, p.18)


Nem sempre uma imagem revela o que realmente estava acontecendo naquele momento, ou local, pois é possível registrar uma imagem por diferentes ângulos, tornando cada um destes registros únicos. Além é claro, do risco das edições e manipulações a que as imagens estão sujeitas, conforme ressalta Oliveira:

Sempre é bom lembrar que o material fotografado, quando utilizado numa publicação, passa por mais uma edição, feita pelo editor de fotografia, que selecionará as imagens que julgar em maior sintonia coma linha editorial do veículo.(OLIVEIRA, 2006, p.6)


A fotografia como documento e fonte de informação permite a visualização de imagens que podem trazer consigo momentos únicos e históricos, que muitas vezes são impossíveis de descrever em palavras. O acesso as informações contidas numa fotografia exigem do profissional da informação:



[. . .] compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação [. . .].( SILVA, [200-], p.5)



Assim sendo, a fotografia pode ser considerada uma excelente fonte de informação desde que sejam observadas suas peculiaridades, e o seu melhor aproveitamento está relacionado ao processo de interpretação e leitura adequado de seu conteúdo, para que assim as informações possam ser recuperadas pelos pesquisadores que necessitarem.






REFERÊNCIAS


BRIGIDI, Fabiana Hennies. Fotografia: uma fonte de informação. 2009. 73 f. Trabalho de Conclusão (Graduação) - Curso de Biblioteconomia, Ufrgs, Porto Alegre, 2009. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/18712>. Acesso em: 18 set. 2011.


OLIVEIRA, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. 2006. Disponível em: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=101592>. Acesso em: 18 set. 2011.


SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da fundação Joaquim Nabuco. [ 200-] .Disponível em: < http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=186744>. Acesso em 18 set. 2011.

8 de setembro de 2011

Microblogs: poucos caracteres, muita rapidez!


Os microblogs são uma forma de trocar informações de maneira rápida e objetiva. Segundo Cardozo (2009 p.30) “O Twitter é um microblog, uma ferramenta que permite atualizações rápidas e curtas e, se possível, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes.” Esta ferramenta permite em cada postagem que o usuário transmita sua informação em no máximo 140 caracteres, particularidade permite simplificar a comunicação entre as pessoas. Porém, Rufino (2009 p.11) informa que “[. . .] é possível inserir links de sites com as notícias na íntegra, caso o link para o site seja muito extenso [. . . ] há ferramentas disponíveis na internet para a redução de links”, isto possibilita que através do post de 140 caracteres ou até menos remeta a uma informação de qualquer quantidade de caracteres.
A rapidez dos microblogs pode ser muito bem utilizada nos ambientes de informação, ainda mais que a sua utilização ficaria baseada na 4ª Lei de Biblioteconomia criada pelo bibliotecário indiano Ranganathan: poupe o tempo do leitor. Nos ambientes informacionais, o uso dos microblogs permite a divulgação de eventos, serviços, novas aquisições e outras informações que poderão ser uteis aos seus usuários.
Algumas bibliotecas já aderiram aos microblogs e os utilizam para trocar informações com seus usuários, destaco: o twitter da Biblioteca Central da PUC/RS, @BibliotecaPUCRS,  tem cerca de 1.392 seguidores e divulga bases de dados da biblioteca, novos títulos de periódicos além de curiosidades literárias. Já a Biblioteca Central da UFRGS, @BC_UFRGS  tem 83 seguidores e não há postagens recentes. A biblioteca do  Centro Universitário Ritter dos Reis também está presente no twitter, @bibUniRitter tem 299 seguidores e divulga informações sobre novas aquisições, notícias, trabalhos de alunos e as postagens são atualizadas.
Portanto, pode-se concluir que os microblogs, quando bem utilizados, são ferramentas essenciais nos ambientes de informação como forma de divulgação de informações rápidas e objetivas.


Referências:
CARDOZO, Missila Loures. Twitter: microblog e rede social.Caderno.com, São Caetano do Sul, v. 4, n. 2, p.24-38, 2009. Disponível em: <http://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/114>. Acesso em: 08 set. 2011.

RUFINO, Artiane F.; OHANA, Andrezza; TABOSA, Hamilton. Twitter: a transformação na comunicação e no acesso às informações. In: XI CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO NORDESTE, 11., 2009, Teresina. Anais... . Teresina: Intercom, 2009. p. 1 - 14. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2009/resumos/R15-0542-1.pdf>. Acesso em: 08 set. 2011.

Fontes consultadas:
ARGINO, Maria das Graças. Ranganathan continua em cena. Ci. Inf.,  Brasília,  v. 39,  n. 1, Apr.  2010 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652010000100008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em  08  Set.  2011.